terça-feira, 29 de abril de 2008

Anna

Sentada ali sozinha,
Em meio à sala escura,
Anna derramava suas últimas lágrimas.
Cabisbaixa, desolada,
Sentia o vento bater-lhe
Friamente o rosto.
Seu coração, com acelerados impulsos,
Queria libertar-se da prisão de seu corpo,
Explodir.
Seus sentimentos a atormentavam,
Fantasmas que rondavam sua mente.
No poço de seu sofrimento,
Ela conseguira, então, voar.
Libertou-se, enfim!
Era uma vez Anna...

Manaus. Em algum momento de 1996.

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