Ouvia sempre essa pergunta quando era criança… Sempre foi difícil respondê-la e era engraçado me imaginar 20 anos mais velha, sendo que o dia seguinte sempre foi uma incógnita. Curioso pensar que, hoje, dia 4 de fevereiro, volto meus olhos pra trás e visualizo que, não importa minhas expectativas, o futuro é sempre uma surpresa. Pode nem ser a curto prazo, mas a longo prazo, com certeza.
É engraçado, também, como não notamos nem quando o corpo e a mente tomam formas de adulto. Quando nos damos conta, pluft, já era. Somos adultos e querendo voltar a sermos crianças! Afinal, quem nunca parou e se questionou o porquê de, na infância e adolescência, a vontade explosiva de querer crescer, de pular as fases, de chegar aos 30?… Época boa. Não havia contas, problemas, a vida era mais fácil…
Aos 10 anos, nunca, nunca mesmo, imaginei que fosse chegar aonde estou agora… aos 30, jornalista, trabalhando em redação, com amor (es) (im)possível(is), com amigos de longa e curta data, com família unida, com sobrinhas apaixonantes, com contas, dívidas, carro, casa e mais um monte de coisa pra dar conta. Eu queria, no máximo, fazer 18 para tirar a carteira de habilitação. Ainda falta muito chão, eu sei (e espero!).
Aos 20, já estudando jornalismo, eu queria mesmo era chegar aos 30 com ideais intactos, com ingenuidade, amor, carinho e sinceridade pra dar. Não imaginei que, aos 30, estaria pensando em tirar férias porque precisava descansar, ou que teria que controlar meu tempo pra fazer tudo o que era possível, dormir, trabalhar, almoçar, ir a bancos, visitar família… não imaginava nem que teria telefone celular algum dia. Imagine dois, três!E, mesmo assim, quando alguma coisa acontece, fico procurando o adulto mais próximo para amparar a criança que há dentro de mim. Porque nem importa quantos anos eu tenha vivido, mas a certeza de que quem eu sou nunca vai morrer. Essa criança aqui reside em mim. Sem projeções e expectativas. Que venha o amanhã, porque eu quero é viver. Um dia de cada vez, mas quero!
sábado, 7 de fevereiro de 2009
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